Ela sorriu e o chão deixou de existir. Não havia medo, pois ao olhar em seus olhos, sentia asas brotando de minhas costas, sutil e gentilmente. Ela então, deu um passo a frente, e meu mundo girou, mesmo minhas asas, por ela criadas, não eram suficiente para estabilizar meu vôo. Ela então sorriu novamente, e eu pude ouvir o som de sua voz. Não apenas meu coração, mas meu corpo inteiro vibrou, como se a mais bela música ressonasse por meus ouvidos e atingissem todo meu ser.
Estendi a mão e toquei em seu rosto. A palavra prazer deixou de ser suficiente para descrever o que eu sentia, um estado de nirvana, nunca antes imaginado. Ela então tocou meu rosto de volta, e me senti culpado, indigno do paraíso ao qual ela me levou, sem pedir nada em troca, mal sabia ela, que a minha existência agora, seria minha eterna dívida.
(V.B.)

oi ! seguindo o blog (:
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