She don't know who she is, I can take her anywhere, Do whatever comes naturally to you, You know she just don't care...
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Luiz Fernando Verissímo
- Quem não gosta de ser amado? Se Receber atenção
especial? Quem não gosta de beijo na
boca e abraços apertados? Quem prefere a solidão a
uma boa companhia?
Nesse mundo maluco e agitado, as pessoas estão se
encontrando hoje, se amando amanhã e
entrando em crise depois de amanhã.
Uma coisa frenética e louca, que tem feito muita
gente que se julgava equilibrada perder os
parafusos e fazer muita besteira. Paixão, loucura e
obsessão, três dos mais perigosos
ingredientes que estão crescendo nos
relacionamentos de hoje em dia por causa da
velocidade das informações e o medo de ficar sozinho.
As pessoas não estão conseguindo conviver sozinhas com seus defeitos, vícios e qualidades e
partem desesperadamente para encontrar alguém, a tal da alma gêmea, e se entregam
muitas vezes aos primeiros pares de olhos que piscam para o seu lado.
Vale tudo nessa guerra, chat, carta, agência, festas. É uma guerra para não ficar sozinho.
Medo, medo de se encarar no espelho e perceber as próprias deficiências, medo de encarar
a vida e suas lutas. Então a pessoa consegue alguém
(ou acha que está nascendo um grande amor), fecha os olhos para a realidade e começa
a viver um sonho, trancado em si mesmo, transfere toda a sua carência para o(a) parceiro(a),
transfere a responsabilidade de ser feliz para uma pessoa que na verdade ela mal conhece.
Então, um belo dia, vem o espanto, vem a realidade, o caso melado, o “falso amor” acaba, e
você que apostou todas as suas fichas nesse romance fica sem chão, sem eira nem beira, e o
pior: muitas vezes fica sem vontade de viver.
Pobre povo desse século da pressa! Precisamos urgentemente voltar o costume “antigo” de
“ter tempo”, de dar um tempo para o tempo nos mostrar quem são as pessoas.
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